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quando o rastro e a desova e o cantar
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de minha pressa de ardores sem ter fim
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do que canto sem querer chegar ao mar
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a poder entregar tudo que tenho de ruim
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vou por hora me deixando arrebitar
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c’as flechas tortas quebradas do querubim
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e sonhando com o momento do deixar
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você ao léu nas cachoeiras das quais vim
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vejo pelas pedras tinta preta escorregar
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vai devagar tingindo tudo que era branquim
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enquanto você se banha todo devagar
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a cachoeira vai te pintando de nanquim
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e o olho teu que não escapa pra olhar
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pra ver que tudo agora é cor de estopim
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você sai sujo andando vir se enxugar
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mal sabe vem da cor que já está em mim
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quando estende os dedos sujos de banhar
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apanha o pano com a mão e a olha assim
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com os olhos saltando do orbitar
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feito duas pérolas solitárias de marfim
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se espanta louco sem pudores nem parar
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não há banho que acalme seu festim
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