+++ date = 2013-01-20 +++ quando o rastro e a desova e o cantar de minha pressa de ardores sem ter fim do que canto sem querer chegar ao mar a poder entregar tudo que tenho de ruim vou por hora me deixando arrebitar c’as flechas tortas quebradas do querubim e sonhando com o momento do deixar você ao léu nas cachoeiras das quais vim vejo pelas pedras tinta preta escorregar vai devagar tingindo tudo que era branquim enquanto você se banha todo devagar a cachoeira vai te pintando de nanquim e o olho teu que não escapa pra olhar pra ver que tudo agora é cor de estopim você sai sujo andando vir se enxugar mal sabe vem da cor que já está em mim quando estende os dedos sujos de banhar apanha o pano com a mão e a olha assim com os olhos saltando do orbitar feito duas pérolas solitárias de marfim se espanta louco sem pudores nem parar não há banho que acalme seu festim