+++ date = 2017-01-03 +++ que dizer das pedras ainda cálidas do murmúrio insistente do riacho das mãos molhadas apesar do vento que dizer da mesa ainda limpa sem nenhum risco, sem pó, sem as migalhas de pão preto ou das colheres verdes brilhando foscas depois da lavagem que fazer agora com a memória fresca das bochechas róseas e o cheiro e o som de tudo que foi feito resta uma fome e uma sede mas também o vazio de um laço que não mais prende o fracasso de não se ter nada a oferecer nenhuma euforia além da secura dos dias que dizer se não adeus