+++ date = 2023-06-01 +++ a História maiúscula não acabou, nem morreu infelizmente ela insiste, nos ecos supersônicos, nos planos meta-meta-metafísicos - essências demais realidades mentais nos cérebros inchados de brancos homens com muito dinheiro e alpiste grandes sacos de alpiste com que alimentam seus pombos, seus ratos e abutres herbívoros a História que eles mesmos às vezes assustados declaram ter se acabado ou prestes ao fim vai sempre pondo vírgulas e voltando, do mesmo ponto, o mesmo ângulo todo o meu tédio o infinito História sempre só humana, e muito pouco mais que isso dela excluída o novelo de linhas, e os rios voadores os cristais de areia, debaixo do abaixo dos lençóis na represa histórias e estórias e poesias de línguas em línguas ouvidas somente ouvidas o Branco não acabou nem morreu ainda está lá, morrendo de medo do seu extermínio, em pânico ao menor sinal de atrito o ataque sua única defesa, atirando em cada não-Ser que vingue que insiste em letras minúsculas ser como uma folha de aguapé que toca o chão do rio, e respira com o rosto e as flores no ar morre de medo de ser percebido enquanto o que é, no polo passivo e não quem diz o que é e o que não, como uma letra morta em um livro vai carregando seu enorme saco de alpiste uma flauta e as serpentes e os ratos e os abutres herbívoros todos em um coro uníssono o coral de verdades mantras e cânticos realidades, fatos, ditos pela palavra, divinos sagrados por princípio acientífico ou, quando empírico, conveniente mente propício sua verdade, sempre singular rígida como o cabo do seu porrete, como seu falo medicado, como sua estátua de justiça, sua parede que concreta tão concreta a prontidão para a agressão dia após dia após dia