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118
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content/poesia/2024-02-26.md
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date = 2024-02-26
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talvez seja,
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quem sabe?
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nem teria percebido...
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debaixo
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de todo esse previsto, todo esse
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pedido, desejado, tentativo, todo esse
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vontade, voltado, volitivo, todo
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esse
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perdido,
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achado,
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devolvido
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debaixo de tudo o que tentei
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e que ficou
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por cima do meu respiro
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respiro
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privado, talvez bastaria
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nada do que é público basta
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para tanto público desprovido
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por que
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a minha mão agora treme
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segurando
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na cara do papel
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minha metralhadora de grafite?
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talvez seja dor
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não sofrendo, só
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dizendo
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talvez essa dor de romântica
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não tenha nada, uma pequena lembrança
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de sua vida atravessada
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quem viveu
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o privado?
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o pessoal?
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nem era preciso dizer
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desde o primeiro
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respiro
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não por natureza,
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por pura coerção,
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era mesmo político
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mas então
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quanta resposta
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tiro, tiro, tiro
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restou
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alguém para dizer: não
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desta linha, do meu peito, um momento,
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este respiro
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não será político
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algum sussurro
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temeria
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que aquele não ser seria
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negação
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ou comodismo
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era apenas
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alguém limpando o cano da arma
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limpando o sangue seco
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feito verniz
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grudado na peixeira, do cabo até a ponta onde
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despencavam seus calafrios
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os momentos tão pequenos
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espremidos
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entre os quais não fingia ser explicada
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explicável
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feliz ou triste
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talvez seja dor
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o peito latejando
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algo preso em seus pulmões
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uma azia de anos
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soterrada por fazeres, alguém a algo nomeando
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adulta
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tão adulta uma máquina
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de moer farinha de comer palpites
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talvez seja,
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quem sabe?
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o público disse:
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aguarde que ligaremos
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e o privado,
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algo que me passou despercebido
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talvez seja
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muito mais básico muito mais
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elementar muito menos
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essência muito mais
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carne muito menos
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alma muito mais
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tripas muito menos
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tentativa muito mais
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solidão
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completa
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absoluta
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dessas que te permitem estar com alguém
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talvez seja,
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quem sabe?
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dores alquêmicas
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ouro,
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incenso,
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e mirra
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content/poesia/2024-04-22.md
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content/poesia/2024-04-22.md
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date = 2024-04-22
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aleta acordou e esfregou seus olhos, sentia as remelas furando sua pele como agulhas e as empurrava para longe ou até que se esfarelassem. ela ergueu uma perna após a outra e olhou para o mundo primeiro. era a mesa onde estava a página três e cinco que com tanto cuidado reescreveu na noite passada. pegou e amassou os dois papeis e os jogou no lixo.
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na sala pegou um livro favorito e o colocou no forno. acendeu com dois palitos ouvindo o som do fósforo como se coçasse um ponto inalcançável dos seus sentidos. sobre o fogão duas chaleiras uma com chá outra com o seu espírito.
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todas as comunidades são tóxicas. elas quase sempre tentam reproduzir. reproduzir está ligado com alguma forma de continuidade. pertencer a uma comunidade tem o efeito deletério de acalmar a angústia. mas a angústia era como uma ligação então cortada com o meu potencial de ser eu mesma.
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o egoísmo da massa não é o mesmo do patrão.
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o chá estava quente e não havia mais nenhuma gota de mijo para pingar do seu corpo contra a água do seu sorvedouro de dejetos particular. ela puxou os fios do que parecia ser uma trança de fios de plástico arrebentada, que se espalhava em uma estrela feito aquela planta
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de dentro do bule subiram borboletas de asas violeta, cor-de-rosa, marfim. elas pousaram por todas as paredes e cobriram sua sala enquanto ela virava um vapor de cheiro e calor somente. as paredes asas de borboleta tão frágeis tão translúcidas se desfizeram como um pó e nem vapor nem mesmo vento os seus olhares descansaram.
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content/poesia/2024-07-01.md
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content/poesia/2024-07-01.md
Normal file
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date = 2024-07-01
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<em>
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das nuvens
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não consegue ver
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as formigas dançando
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</em>
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content/poesia/2024-10-17.md
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content/poesia/2024-10-17.md
Normal file
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date = 2024-10-17
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só de poder chegar em casa
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e você estar
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de poder estar em casa
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e você chegar
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ver e ouvir sua alegria
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quando você está longe,
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eu penso em você e de repente
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estou chorando e sorrindo
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voar seria insuportável
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se não tivesse onde pousar
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eu adoro isso que nós temos
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que fizemos
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a liberdade que arrancamos do mundo
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e guardamos
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adoro
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esse mundo
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que se abre quando você está
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esse mundo que você abriu
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em mim
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parabéns, e obrigada
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tremendo,
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j. 💜
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_17 de outubro de 2024_
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content/poesia/exacting.md
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content/poesia/exacting.md
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title = "exacting"
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date = 2024-03-03
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<em>
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persnickety
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fussy, captious, fastidious:
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cavil & finicky
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painstakingly
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prim
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</em>
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content/poesia/imago-subimago.md
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content/poesia/imago-subimago.md
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title = "Imago, Subimago"
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date = 2024-06-24
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Talvez as luzes, a saturação quase nada, alguma fração de cor radiada. Quase nunca os matizes. As novas gerações mais conservadoras quanto as anteriores, só mais discretas, indo em lenta cocção até chocar o ovo da sua serpente incubada. Eu ouvia, com tédio e cinismo, um jovem estudante que gritava, sua boca sorvendo do mesmo espelho a saliva que eu já tinha cuspido e com a qual fui contaminada.
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Eu mesma talvez inerte, se não era explosiva, contida então era a intenção violenta. Dada a destampar os ralos e neles esticar as mãos para puxar os pinos das granadas. Eram isso... armas. Novas armas, novas formas de ser enganada. Este espetáculo tinha novos cartazes, nos anúncios e na linguagem, algo dizia outras cores, mas eram palavras passadas, estavam escritas num constante abstrato, constante no futuro, fingindo o presente ser passado, pronto a destruir ideias e tornar os muros mais duros, a Terra mais salgada, o ar já rarefeito como uma areia irritada.
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Eu via como uma vespa, uma libélula, ou só a crisálida. Nesse ar que também é luz onde eu me erguia e pisava. As minhas asas não eram a Liberdade, como se o chão fosse a prisão e o ar não uma outra água. Elas eram a força da minha vida, e uma breve chance de ser regenerada. Neste nanossegundo os meus nervos, seus seis sentidos, e os pares trançados: cibernese, telecinese, homeostase, um machado cortando as veias da testa de um criptofacho, clérico ou eco, consciente ou desavisado.
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Uma vez pousada, como um nodo, um nexo onde todos os receptores fizessem o trabalho dobrado. Ali as minhas asas se encaixavam sob a casca e eu era como um besouro descolorido, o exoesqueleto condecorado. Alguns comem plantas, outros fungos, outros fezes, outros comem seres vivos, caçados ou parasitados. Cada um consciente: cogniza, percebe, considera e comparte.
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content/poesia/jogo-da-forca.md
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18
content/poesia/jogo-da-forca.md
Normal file
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title = "Jogo da Forca"
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date = 2024-07-10
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<span class="mono">
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palavras = [
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'estereótipo', 'frio', 'deseducação', 'colonial',
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'austeridade', 'cristã', 'provoca', 'constrangida', 'evasora',
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||||
'triste', 'porém', 'honrada',
|
||||
'enforcou', 'narrativas', 'branco', 'centradas',
|
||||
'heroicas', 'náuseas',
|
||||
'origens', 'distintas', 'riscos', 'iníquos', 'condições', 'desiguais',
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||||
'dois', 'pesos', 'cinco', 'medidas',
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]
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</span>
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content/poesia/polimorfoses.md
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content/poesia/polimorfoses.md
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@ -0,0 +1,52 @@
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title = "Polimorfoses"
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date = 2024-12-26
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poli
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propi
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eti
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leno
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sintético, polimérico: micro, mortífero, indelével
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tal como um jovem deus,
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nascido faz uma curta cisão de um éon
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poli
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polido
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político
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politraumatismo
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policialismo
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polimorfo
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poliglota
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Monstro Marinho
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||||
poli
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polipolitburo
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politicomaníaco
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mono
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||||
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monoteórico
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monotônico
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mono
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monocultura, monocromia
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monolinguismo, monoetnia
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monoheroi, nanovisão
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polinimigo; egolatria
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mono
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mono mono mono
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em teu único polo,
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fanático ou crédulo,
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a queda do teu único inimigo
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uma reforma de graça
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para os arquitetos do capitalismo
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Abraão, Teseu, três ricos, um semideus
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adubos e cinzas
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que a Terra comeu
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