incand/content/poesia/2017-04-10.md
2025-10-16 16:35:58 -03:00

766 B
Raw Permalink Blame History

+++ date = 2017-04-10 +++

imensa
inundando este quarto
até a metade da parede branca
envolta no silêncio

forte e viscosa
sem cheiro de nada
minhas coxas sobre a cama
eu a respiro
e num lamento a vejo

falo alto o seu nome
e por todo meu peito
ela responde

caladas as telas,
os brilhos brancos e azuis,
o barulho infindável,
 a água e a fumaça 
consigo ver seus contornos terríveis
que neste ser tão terrivelmente eram lindos

por isso corremos
nos já batidos círculos
do seu entorno

agora
os licores passaram
e o corvo cansado
envolto pelo ninho
assovia

quando de novo
a Lua for embora
quem segurará
esta enxurrada infernal?